
The political impact of AI threat perception: a study of Euroscepticism in Europe
O avanço da Inteligência Artificial (IA) redefine setores como a saúde e a justiça, oferecendo eficiência mas levantando desafios jurídicos e sociais complexos. Estudos recentes, como o de Sofia Pires, revelam que a perceção da IA como uma ameaça económica influencia diretamente o apoio às instituições europeias.
O Desafio Político e Social
A investigação indica que o receio de que a automação elimine postos de trabalho está associado ao aumento do euroceticismo.
- Ameaça ao Emprego: Quem acredita que a IA eliminará mais empregos do que os que cria tende a reduzir o seu apoio à cooperação internacional.
- Natureza da Ameaça: Enquanto o medo económico gera protecionismo, ameaças civilizacionais podem incentivar a procura por soluções coletivas europeias.
- Polarização: A automação de tarefas rotineiras e de competências médias aumenta a incerteza económica, moldando o comportamento eleitoral.
O Quadro Jurídico Europeu
Para mitigar estes riscos, a União Europeia desenvolve um quadro normativo que equilibra progresso e direitos fundamentais:
- Responsabilidade Civil: Discussão de modelos para danos causados por algoritmos opacos e autónomos.
- Proteção de Vítimas: Implementação de um modelo misto com responsabilidade objetiva para sistemas de alto risco e presunção de causalidade.
- Transparência: Mecanismos que permitem aos tribunais aceder a informações técnicas para garantir justiça.
O futuro da IA na Europa exige conciliar inovação com ética, garantindo que o progresso tecnológico seja acompanhado por políticas inclusivas que reduzam as desigualdades.
Na Cavaleiro & Associados, aliamos o rigor jurídico à visão estratégica para guiar a sua empresa na adoção ética e segura da Inteligência Artificial.