
Contratos Inteligentes: Uma Faca de Dois Gumes
Os contratos inteligentes (smart contracts) têm vindo a redesenhar, há quase três décadas, a forma como as obrigações são formalizadas e executadas, alicerçando-se hoje em blockchains que lhes conferem transparência, descentralização e imutabilidade.
No artigo de Carolina Lamy, traça-se uma viagem desde os primeiros protocolos de Nick Szabo até à adoção em plataformas como a Ethereum, evidenciando as vantagens de autoexecução e a economia de intermediários, mas também as fragilidades – falhas de oráculos, dificuldade de incorporação de factos externos e ausência de mecanismos de adaptação após a publicação do código.
São identificados três eixos de análise imprescindíveis:
- Potencial técnico: eficiência e “trustless trust”, redução de custos de transação e automatismo puro.
- Riscos operacionais: imutabilidade que impede correções, verificação deficiente de eventos off-chain e bloqueios de execução em situações não previstas.
- Desafio jurídico: o Estado-regulador carece de normas próprias que acomodem responsabilidade, garantias e vias de recurso, num cenário em que o Código Civil português ainda se apoia em princípios de liberdade formal e contratual genéricos.
No atual ritmo de inovação tecnológica, é imperativo desenvolver um quadro jurídico que concilie avanço e segurança legal. Com vasta experiência em Direito Digital prestamos suporte especializado na implementação de smart contracts, cobrindo desde a redação do contrato legal digital e a integração de oráculos fiáveis até à definição de garantias robustas e planos de contingência, garantindo soluções sólidas e alinhadas com as melhores práticas internacionais.
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